A Justiça do Tocantins manteve a prisão preventiva de João Paulo Rocha do Nascimento, 28 anos, apontado como responsável pelo atropelamento do fisioterapeuta Thiago Dias Camilo, 39, ocorrido em 15 de fevereiro, em Palmas. A decisão foi proferida pela desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, que rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Motivos citados pela magistrada
No despacho, a desembargadora elencou cinco pontos para negar a liberdade do investigado:
- Gravidade do acidente: a vítima sofreu traumatismo craniano, segue internada em estado grave e intubada.
- Embriaguez e fuga: testemunhas relataram que o motorista deixou o local sem prestar socorro. Ele foi localizado em um posto de combustível com sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
- Contradições na versão da defesa: a defesa alegou que o suspeito acionou o resgate, mas a polícia registrou que o socorro partiu de pessoas que passavam pela avenida.
- Histórico criminal: João Paulo já responde a processos por violência doméstica e estava em regime de monitoramento eletrônico desde outubro de 2025.
- Risco à ordem pública: para a magistrada, a combinação de álcool ao volante, direção perigosa e omissão de socorro demonstra “periculosidade social”.
Acidente e prisão
Thiago Dias Camilo estava em uma motocicleta quando foi atingido pelo carro de João Paulo na saída do trabalho. O fisioterapeuta foi socorrido inconsciente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Geral de Palmas (HGP).
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o motorista fugiu, mas foi localizado pouco depois pela Guarda Metropolitana. Durante a abordagem, resistiu à condução e precisou ser algemado. Dentro do veículo e na residência do investigado, foram encontradas latas de cerveja.
Tese da defesa
A Defensoria Pública sustenta que o atropelamento foi culposo (sem intenção) e considera a prisão desproporcional. Como alternativa, pediu a aplicação de medidas cautelares, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e refutou a possibilidade de “dolo eventual”.
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Próximos passos
Com a negativa do habeas corpus, João Paulo permanecerá detido até que o colegiado do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) analise o mérito do pedido em sessão futura.
Com informações de G1
