Brasília (DF) – Pontos de consumo e venda de maconha conhecidos como “maconhódromos” se espalharam pelo Setor Sudoeste, área nobre da capital federal, e viraram alvo de ação permanente da 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro.
73 traficantes detidos
Entre janeiro de 2024 e abril de 2026, investigações da unidade resultaram na prisão de 73 pessoas ligadas ao tráfico na região do Sudoeste e do Cruzeiro. As condenações impostas pela Justiça já ultrapassam 100 anos de reclusão.
Pontos próximos a escolas e áreas de lazer
Os locais de venda e uso de drogas se concentram perto de escolas bilíngues, quadras esportivas, praças, parquinhos, pontos de ônibus e comércios. Grande parte deles está nas quadras 304 e 504, segundo mapa obtido pela polícia.
Flagrante em 14 de maio
A operação mais recente ocorreu em 14 de maio, na SQSW 304. Um homem e uma mulher, ambos de 24 anos, foram presos enquanto usavam um Hyundai HB20 para distribuir skank gold – versão mais forte da maconha. Os agentes apreenderam oito porções da droga, dois celulares, uma balança de precisão e o veículo utilizado nas entregas.
Esquema sofisticado em apartamento de luxo
Em setembro do ano passado, a Operação Wolf desmontou o chamado “Casal do Luxo”, que mantinha um ponto de venda dentro de um apartamento de alto padrão na SQSW 504. O líder, Henrique Sampaio da Silva, 39 anos, já respondia a cinco processos e ocupou cargo comissionado. A companheira dele é advogada.
Imagem: Internet
No imóvel, a polícia encontrou cocaína, maconha, haxixe, ecstasy e loló. Para atrair adolescentes que frequentavam áreas públicas próximas, os suspeitos ofereciam brindes em impressão 3D – como esqueletos de peixe, raios e flocos de neve – usados como “cartão de fidelidade” para clientes.
As investigações seguem em andamento, e a 3ª DP mantém monitoramento constante nos pontos mapeados no Setor Sudoeste.
Com informações de Metrópoles
