O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação para identificar a origem do vazamento de conversas entre o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Pedido encaminhado a André Mendonça
A representação foi protocolada junto ao ministro André Mendonça, relator do chamado “caso Master”. Marinho alega que as mensagens estavam sob sigilo judicial e que a divulgação seletiva pode provocar danos políticos e reputacionais em meio ao calendário eleitoral.
Conteúdo revelado pelo Intercept
O The Intercept Brasil publicou trechos de diálogos nos quais Flávio Bolsonaro teria solicitado a Vorcaro um patrocínio de R$ 134 milhões para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador confirmou o pedido, mas negou irregularidades.
Em uma das mensagens, datada de 16 de novembro de 2025, Flávio escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. No dia seguinte, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal ao tentar sair do país.
Possíveis crimes apontados
Na petição, Marinho sustenta que o vazamento pode configurar violação de sigilo funcional e embaraço à investigação criminal. Ele pede:
Imagem: Andressa Anholete
- a instauração de procedimento específico para apurar a origem do vazamento;
- a identificação de todas as autoridades, servidores e peritos que tiveram acesso aos documentos sigilosos;
- a verificação dos registros de acesso aos autos eletrônicos e sistemas de tramitação.
Liberdade de imprensa e investigação
O senador afirma que o objetivo não é censurar veículos de comunicação, mas esclarecer a fonte do vazamento. “A liberdade de imprensa não elimina o dever estatal de apurar a origem de vazamentos de autos sigilosos”, argumenta.
Segundo Marinho, dois dias após a publicação das conversas ele procurou o ministro André Mendonça para relatar a situação. Em entrevista à CNN Brasil, disse ter solicitado que a apuração seja conduzida “sem seletividade e direcionamento”.
Com informações de Gazeta do Povo
