Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado, 14 de março de 2026, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) correu risco considerável de morrer em razão de um quadro de broncopneumonia aguda.
O ex-chefe do Executivo foi internado na manhã de sexta-feira (13) no Hospital DF Star, em Brasília, depois de apresentar sintomas respiratórios graves. Segundo o boletim médico divulgado no fim da manhã de hoje, o paciente permanece estável, porém com piora da função renal e elevação nos marcadores inflamatórios.
Durante transmissão ao vivo, Flávio relatou conversa com o médico Leandro Echenique: “Ontem, no fim do dia, o doutor me disse: ‘Flávio, teu pai escapou por pouco. Se ficasse mais uma ou duas horas lá no 19º Batalhão [Papudinha] sem ser levado ao hospital, teria grande chance de se complicar’”.
O senador acrescentou que um eventual atraso maior poderia resultar em sepse, condição com alta taxa de mortalidade. “Se ele demorasse mais uma, duas horas, havia possibilidade de infecção generalizada; em casos assim, uma em cada duas pessoas sobrevive”, destacou.
Flávio também recordou o acidente sofrido pelo ex-presidente no início do ano, enquanto ele ainda estava preso na sala de Estado-Maior da Polícia Federal, e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposta demora de cerca de 24 horas para autorizar remoção hospitalar naquela ocasião.
Apesar da gravidade, o senador informou que o estado de saúde do pai é acompanhado de perto. “Agora ele está sob monitoramento constante. Deve ficar alguns dias internado porque foi grave; foi a vez que mais encheu os pulmões dele de líquido”, disse.
Imagem: Joeds Alves
Na sexta-feira (13), Flávio mobilizou apoiadores para um período de jejum entre meia-noite e 6h, além de orações pela recuperação do ex-mandatário. Ele agradeceu as manifestações de apoio.
Jair Bolsonaro permanece na UTI, acompanhado pela esposa, Michelle Bolsonaro, e por dois policiais. Quando transferido para quarto, a presença dos agentes continuará, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu a entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico. Os filhos do ex-presidente estão autorizados a visitá-lo.
Com informações de Gazeta do Povo
