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Micro-ondas e azulejos derrubam sinal de Wi-Fi na cozinha; veja como corrigir sem custo

Quedas de conexão ao se aproximar da cozinha são comuns em muitas residências. Estudo do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) aponta que fornos de micro-ondas, paredes revestidas com azulejos e eletrodomésticos de grande porte estão entre os principais culpados por interferências na frequência de 2,4 GHz, utilizada por boa parte dos roteadores domésticos.

Por que o sinal some perto dos eletrodomésticos

O micro-ondas emite radiação eletromagnética na mesma faixa dos roteadores mais antigos. Quando o forno é acionado, essas ondas “atropelam” os pacotes de dados, causando lentidão ou interrupção completa da navegação.

Além disso, geladeiras e outros equipamentos metálicos funcionam como barreiras físicas, enquanto superfícies cerâmicas refletem o sinal e criam ecos que reduzem a potência recebida pelos aparelhos móveis.

Ajustes gratuitos que fazem diferença

Especialistas recomendam transferir a rede para a banda de 5 GHz, menos congestionada e imune à ação do micro-ondas. Posicionar o roteador a, no mínimo, 1,5 m do chão, longe de espelhos e de dentro de armários, também amplia o alcance.

Manter o dispositivo em um ponto central da casa permite que o sinal contorne a cozinha em vez de atravessar diretamente os obstáculos. Outro passo simples é limpar periodicamente as antenas: gordura e poeira acumuladas perto da área de cocção prejudicam a propagação das ondas.

Outros vilões pouco lembrados

Telefones sem fio de modelos antigos e babás eletrônicas ainda utilizam frequências que competem com o Wi-Fi. Afastar esses aparelhos do roteador ajuda a estabilizar a conexão.

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Imagem: inteligência artificial

Quando vale investir em novo equipamento

Segundo o levantamento, 90 % dos problemas são resolvidos com a troca de canal e o reposicionamento correto do roteador. Sistemas Mesh só são indicados para casas grandes, onde paredes espessas bloqueiam completamente as ondas de rádio.

A estabilidade da internet, portanto, depende mais da “higiene” do espectro eletromagnético dentro da residência do que da velocidade contratada com a operadora.

Com informações de Olhar Digital

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