O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se submeta a sessões de neuromodulação não invasiva por cranial electrotherapy stimulation (CES) enquanto cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.
Sessões três vezes por semana
De acordo com a decisão, o tratamento será aplicado às segundas, quartas e sextas-feiras. Cada sessão dura cerca de 50 minutos e utiliza correntes elétricas de baixa intensidade, transmitidas por eletrodos fixados, geralmente, nos lóbulos das orelhas.
A defesa argumentou que a terapia pode aliviar ansiedade, depressão, distúrbios do sono e crises de soluços. Os advogados anexaram laudos que apontam “melhoras perceptíveis” em parâmetros gerais de saúde após um ciclo anterior de oito dias de aplicação.
Resultados de tratamento anterior
Bolsonaro já foi submetido ao mesmo procedimento em abril de 2025. Na ocasião, relatórios médicos indicaram aumento na adaptação do organismo de 18,8% para 95%, classificação descrita como “alta performance autonômica”, além de melhora de 406,7% na estabilidade emocional.
Baixo risco e efeitos leves
Especialistas consideram o método de baixo risco, com possíveis efeitos colaterais limitados a dormência nos ouvidos ou sensação de formigamento.
Imagem: André Borges
Situação prisional
Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente permanece detido na unidade conhecida como “Papudinha”. Após uma queda na cela, ele passou por avaliação médica, mas os pedidos da defesa por prisão domiciliar humanitária foram negados. Moraes sustenta que o estabelecimento oferece atendimento de saúde em tempo integral.
Com informações de Gazeta do Povo
