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Operação Overclean volta a assombrar campanha de Vicentinho Júnior; tucano nega investigação

Palmas (TO) – A Operação Overclean, da Polícia Federal, reapareceu como fator de pressão sobre a campanha do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) ao governo do Tocantins. O parlamentar, que nega qualquer investigação contra si, figura em inquérito que também mira os deputados Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) e Dal Barreto (União Brasil-BA).

Esquema sob apuração

Deflagrada para apurar desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), a Overclean estima prejuízo de R$ 1,4 bilhão. O núcleo da investigação é o empresário José Marcos de Moura, o Rei do Lixo, indiciado com outras 24 pessoas pelos crimes de organização criminosa, peculato, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e obstrução de justiça.

Relatórios em fase final

A PF trabalha na conclusão dos relatórios individuais sobre cada parlamentar a pouco mais de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, já que Elmar Nascimento possui foro privilegiado.

Posicionamento dos parlamentares

Vicentinho Júnior, único dos citados que não busca reeleição à Câmara, diz não haver “fato novo” que o vincule ao esquema. O tucano afirma que uma decisão do STF já o isentou e desafia adversários a apresentarem provas. Ele anunciou que não participará de debates eleitorais, alegando uso político do tema.

Paralisação na PGR

O relatório principal da PF, enviado em janeiro ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, ainda não recebeu parecer nem gerou denúncia. Questionada, a PGR confirmou a ausência de manifestação, sem justificar a demora. No mesmo processo, Nunes Marques indeferiu novo pedido de prisão do Rei do Lixo, mesmo após indícios de destruição de provas e abertura de empresas para manter o esquema.

Conexões políticas

José Marcos de Moura integrou a cúpula nacional do União Brasil e mantém relação próxima com ACM Neto, candidato ao governo da Bahia, e com o presidente da sigla, Antonio Rueda. O empresário foi preso na primeira fase da operação ao lado de Alex Rezende Parente, flagrado com R$ 1,5 milhão em espécie em um jatinho, mas ambos acabaram soltos por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Também foram indiciados os ex-coordenadores do DNOCS na Bahia Lucas Maciel Lobão e Rafael Guimarães de Carvalho, estado natal de três dos quatro deputados investigados.

Com a falta de definição da Procuradoria e a proximidade da eleição, o desfecho da Overclean permanece incerto, deixando o impacto político nas mãos do eleitorado.

Com informações de Atitude Tocantins

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