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Parlamentares da base de Lula solicitam afastamento de Toffoli do inquérito sobre Banco Master

Deputados federais ligados à base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o ministro Dias Toffoli seja retirado da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

A representação, protocolada em 29 de janeiro de 2026, é assinada por Heloísa Helena (PSOL-RJ), Fernanda Melchionna (PSOL-RJ), Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e Túlio Gadêlha (Rede-PE). É a primeira iniciativa de partidos governistas nesse sentido; antes, apenas as legendas de oposição Novo e PL haviam requerido oficialmente o afastamento do magistrado.

No documento, os parlamentares citam reportagens que apontam suposta proximidade de Toffoli com pessoas ligadas a investigados. Entre os pontos mencionados estão:

  • viagem do ministro em voo particular para a final da Copa Libertadores de 2025, no Peru, ao lado de um advogado que defende acusados no caso;
  • participação de irmãos e primos de Toffoli como acionistas de resorts no Paraná por meio de fundos do Banco Master, ligados a um familiar do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo os autores, embora não haja comprovação de irregularidades, a aparência de proximidade pode comprometer a confiança no processo, especialmente porque o ministro impôs sigilo absoluto aos autos e limitou a atuação da Polícia Federal.

“Nossa representação busca evitar dúvidas sobre a imparcialidade do inquérito”, afirma o texto, que também defende a criação de uma CPMI para acompanhar as apurações. O pedido ressalta que o afastamento seria medida cautelar “para resguardar a confiança pública”.

A iniciativa ocorre poucos dias após o partido Novo apresentar novo pedido semelhante, depois de o procurador-geral Paulo Gonet ter arquivado solicitação anterior feita por deputados de Novo e PL.

Os parlamentares ainda sugerem que, caso necessário, o processo seja redistribuído a outro ministro do STF, evitando questionamentos futuros sobre a validade de decisões já tomadas.

A PGR analisa o requerimento; até agora, não houve manifestação da Procuradoria nem do STF sobre eventual troca de relator.

Com informações de Gazeta do Povo

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