O protótipo do aplicativo educacional Pequi English, criado no Programa de Pós-Graduação em Educação Social (PPGES) da Universidade de Gurupi (UnirG), foi colocado à prova na última semana por estudantes do 5º ano da Escola Estadual Odair Lúcio, em Gurupi (TO).
A atividade foi conduzida pela mestranda e professora Lucivânia Carvalho Barcelo, responsável pela pesquisa, sob orientação da professora Drª Rosemeire Parada Granada Milhomens da Costa e coorientação da Ma. Sofia Mara, que também desenvolveu o protótipo.
Ferramenta conecta idioma e identidade local
Voltado para crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede pública, o aplicativo combina o ensino da Língua Inglesa com referências culturais e ambientais do Tocantins. O nome faz alusão ao pequi, fruto típico do Cerrado, reforçando a proposta de aproximar o idioma da realidade dos alunos.
Segundo Rosemeire, a presença de elementos regionais torna a aprendizagem “mais atrativa e significativa”. A iniciativa nasceu de oficinas realizadas por Lucivânia desde 2021, quando percebeu o interesse dos estudantes pelo inglês, mas também a distância entre os materiais disponíveis e o cotidiano deles.
Testes apontam ajustes
Durante a sessão, os alunos navegaram pela versão inicial do aplicativo, que pode funcionar offline. A interação permitiu à equipe identificar pontos de melhoria antes do lançamento da versão final. “Colocar o protótipo nas mãos das crianças evidenciou ajustes que dificilmente seriam vistos fora desse contato real”, observou Rosemeire.

Imagem: Atitude Tocantins
Próximos passos
Com base no retorno obtido, a equipe planeja implementar correções, concluir módulos adicionais, aprimorar recursos de acessibilidade e elaborar um guia para professores. Novas rodadas de testes envolverão outras turmas e escolas, contemplando diferentes perfis de infraestrutura e mediação pedagógica.
Além de Lucivânia, Rosemeire e Sofia Mara, participaram da apresentação o acadêmico Douglas Galvão, do 6º período de Letras da UnirG, responsável pelas ilustrações, e integrantes do Centro de Desenvolvimento Regional Sul do Tocantins (CDR Sul/TO). O projeto integra a carteira do CDR Sul/TO e recebe apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT).
Com informações de Atitude Tocantins
