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PF investiga se ex-presidente da Amprev sofreu pressão para aplicar R$ 400 milhões no Banco Master

A Polícia Federal e o Ministério Público do Amapá apuram se o ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, sofreu algum tipo de pressão política ou institucional para autorizar investimentos que somaram R$ 400 milhões no Banco Master. Lemos renunciou ao cargo em 11 de fevereiro de 2026.

Foco da investigação

Os investigadores buscam respostas para três pontos principais: possível influência externa sobre Lemos, eventual aceleração deliberada do processo decisório e a suficiência das diligências realizadas antes de credenciar o banco. Auditoria do Ministério da Previdência Social, compartilhada com a PF, indicou sinais de interferência na condução das aplicações, que não tinham cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Aportes aprovados em sequência

Os aportes foram aprovados em três reuniões consecutivas do conselho da Amprev, realizadas entre 12 e 30 de julho de 2024. Na primeira, foi liberado R$ 200 milhões; nas duas seguintes, outros dois repasses de R$ 100 milhões cada. Registros mostram que, após a reunião inicial, Lemos comentou que a decisão “tirou um peso das costas”, declaração não registrada em ata, mas captada em áudio que agora integra o inquérito.

Resistência interna e pareceres ignorados

Parte dos conselheiros manifestou preocupação com o risco da operação, sobretudo depois de parecer técnico da Caixa Econômica Federal classificar investimento semelhante como “altamente arriscado”. Mesmo assim, a maioria decidiu seguir com os aportes. Segundo a auditoria, a votação teria sido conduzida de forma acelerada e sem diligências externas adicionais.

Documentos reproduzidos

A análise também identificou que o processo de credenciamento do Banco Master utilizou documentos padronizados, repetidos em ao menos outros três fundos de pensão. Técnicos da Amprev admitiram que os arquivos foram elaborados pelo próprio banco e apenas adaptados pela autarquia, sem avaliação independente de risco.

Ligação política

Lemos é aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que o indicou para comandar a Amprev. O senador não é alvo da investigação e afirma não ter relação com as aplicações, defendendo apuração rigorosa de eventuais irregularidades.

Medidas judiciais e notas oficiais

Em 6 de fevereiro, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Lemos, dois conselheiros e na sede da Amprev. Após renunciar, o ex-presidente declarou confiar na Justiça e destacou que o patrimônio do fundo cresceu 41% entre 2023 e 2025. A autarquia, por sua vez, informou ter adotado ações judiciais para reaver possíveis prejuízos e ressaltou que as aplicações representam 4,7% de sua carteira.

A liquidação do Banco Master elevou a preocupação com perdas em pelo menos duas dezenas de fundos de previdência que também investiram na instituição.

Com informações de Gazeta do Povo

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