Brasília – O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, voltou a negar irregularidades no pedido de registro de sua chapa após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirar o processo da pauta de julgamento. A decisão, tomada no sábado (29), suspendeu a análise que começaria nesta segunda-feira (31).
Indícios de ilicitudes
No despacho, Toffoli citou “indícios de ilicitudes” referentes à lista de perfis utilizados pela campanha nas redes sociais. Segundo o ministro, em 19 de agosto a coligação complementou o pedido formalizado em 7 de agosto, acrescentando 18 endereços eletrônicos, entre eles páginas como “Onça Viral”, “Multiverso Amarelo” e “Jaguatirica Hub”, além dos perfis pessoais de Renan no Instagram, TikTok, YouTube e Facebook.
A legislação eleitoral obriga candidatos a informarem previamente todos os canais de propaganda digital. Com a inclusão posterior, Toffoli determinou nova verificação dos dados e abriu prazo para manifestação da defesa.
Resposta do presidenciável
Em vídeo divulgado no domingo (30), Renan classificou as suspeitas como infundadas. “Não vamos baixar a cabeça”, afirmou. Ele também disse que a campanha não dispõe de recursos dos fundos partidário e eleitoral, depende de doações privadas e “é a mais pobre entre os candidatos grandes ao Planalto”.
O despacho do TSE não menciona abuso de poder econômico, limitando-se às eventuais inconsistências na declaração dos perfis. Mesmo assim, Renan sustentou que a equipe registrou todas as contas exigidas pela Justiça Eleitoral.

Imagem: Internet
Próximos passos no tribunal
Com a retirada do processo do plenário virtual, não há nova data para o julgamento. O TSE aguarda a manifestação da defesa do Missão antes de recolocar o pedido de registro em pauta.
Renan orientou apoiadores a manterem a mobilização durante a tramitação. “A situação não vai interromper nossa campanha”, disse o candidato.
Com informações de Gazeta do Povo
