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STF julga nesta terça-feira abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes no caso Vorcaro

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reúne-se nesta terça-feira (15), a partir das 10h, para decidir se autoriza a abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise decorre de um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta possíveis ligações irregulares entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Defesa de Moraes contesta mensagens

Em documento encaminhado de madrugada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Moraes sustenta que as conversas atribuídas a ele foram “reconstruídas” a partir de anotações encontradas no aplicativo de notas do celular de Vorcaro. O ministro classifica o material como “farsa” motivada por vingança político-eleitoral e afirma não haver comprovação de troca efetiva de mensagens via WhatsApp.

O que diz o relatório da PF

Segundo a perícia, o iPhone de Vorcaro continha pedidos de orientação para frear investigações sobre fraudes bilionárias no Banco Master. Os peritos identificaram envios por mensagens temporárias no WhatsApp, imagens de textos digitados no bloco de notas e deleção automática após leitura. A PF também indica que Moraes teria editado um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório de advocacia de sua família.

Divisão interna no Supremo

O relator do caso Banco Master, ministro André Mendonça, retirou o sigilo do processo e liberou o relatório pericial. Moraes e aliados defendem o arquivamento ou adiamento da análise, alegando que Mendonça agiu sem aval prévio do Plenário. Fachin manteve o julgamento para esta terça e marcou para 23 de setembro a avaliação de pedidos de investigação contra Mendonça.

Primeiros movimentos da sessão

Na abertura, Fachin afirmou que o julgamento é necessário para preservar a instituição e mencionou as decisões sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 como exemplo de resistência do STF. Em seguida, os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli declararam impedimento para votar. Já Flávio Dino pediu o adiamento da deliberação para o dia 23, quando deve ser analisado o caso envolvendo Mendonça.

Os debates podem ser acompanhados ao vivo pelo canal da Gazeta do Povo no YouTube. A sessão prossegue sem previsão de término.

Com informações de Gazeta do Povo

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