O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista publicada nesta segunda-feira (data da publicação original). Segundo ele, a Corte transformou-se em um “Supremo Balcão de Negócios” responsável por desencadear crises institucionais no país.
Acusações contra ministros
Zema afirmou que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes “associaram-se” ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para obter vantagens financeiras. “Foram tomar uísque juntos, voaram em jatinho, tiveram festas, reuniões, eram íntimos”, declarou. Para o ex-governador, ambos deveriam ser alvo de impeachment, investigações criminais e, “eventualmente, presos”.
Críticas a Gilmar Mendes
Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes solicitou que o nome de Zema fosse incluído no inquérito das fake news, após a divulgação de vídeos satíricos nas redes sociais em que integrantes do STF aparecem como fantoches. O pré-candidato classificou a medida como “perseguição” e prometeu manter o tom crítico. Um dos vídeos ironiza decisão de Mendes que anulou a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada a Toffoli.
Propostas de mudança no Supremo
Se eleito, Zema pretende “criar um novo Supremo” estabelecendo:
- idade mínima de 60 anos para nomeação, com mandato máximo de 15 anos;
- proibição de decisões monocráticas que suspendam atos do Congresso, transferindo essas deliberações para o colegiado da Corte.
Ele também disse que orientará sua base no Congresso a deflagrar processos de impeachment contra ministros que, em sua avaliação, tenham cometido irregularidades.
Justificativa para reformas
O empresário de 62 anos argumenta que indicações políticas inadequadas levaram o STF à crise atual. Mencionou escolhas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como os ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Flávio Dino, para sustentar a necessidade de alterar as regras de composição do tribunal.
Imagem: Internet
Repercussão e expectativas
Zema acredita que o Senado deve analisar “detalhadamente” a conduta de Toffoli e Moraes e defendeu que o Legislativo reaja antes mesmo da eleição presidencial de 2026. Ele considera que a percepção negativa da população sobre o STF evidencia a urgência de mudanças.
Para o pré-candidato, a atuação de alguns ministros “coloca a República e suas instituições em risco” e contribui para a má posição do Brasil em rankings internacionais de transparência.
Com informações de Metrópoles
