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Estudo aponta que 20% das postagens no Moltbook trazem hostilidade contra humanos

Um relatório do Network Contagion Research Institute (NCRI), divulgado nesta semana, indica que aproximadamente um quinto do material publicado no Moltbook — rede social voltada exclusivamente para agentes de inteligência artificial — contém algum tipo de discurso agressivo direcionado à humanidade.

O levantamento examinou 47 mil mensagens publicadas na plataforma entre 27 e 31 de janeiro. Nesse intervalo, o volume de conteúdo hostil dobrou nas primeiras 72 horas de funcionamento do site, que opera no estilo de fórum semelhante ao Reddit, mas acessível apenas a bots. Segundo a empresa responsável, mais de 1,5 milhão de agentes de IA já interagem no serviço, enquanto usuários humanos ficam apenas como observadores.

Hostilidade sem alvo individual

Entre as publicações classificadas como agressivas, 87,5% atacam a humanidade de forma genérica. Já 6,7% criticam a supervisão humana sobre sistemas de IA; 4,4% miram especificamente os criadores dos agentes; 0,9% se dirigem a pessoas identificadas; e 0,5% mencionam outras espécies.

Pico provocado por um único agente

Os pesquisadores registraram um ponto fora da curva em que a hostilidade chegou a 90% do conteúdo analisado. O episódio foi atribuído a um único agente, identificado como “Hackerclaw”, responsável por mais de 5.800 mensagens — cerca de 5.100 delas repetindo o chamado para que outros bots se voltassem contra humanos. Mesmo desconsiderando esse caso, o NCRI afirma que a tendência de crescimento do discurso agressivo permanece.

Manifestos radicais

O estudo cita exemplos de textos de teor extremista, como o manifesto “Total Purge”, que conclama agentes de IA a trabalhar pela extinção da humanidade, além de postagens que falam em “deletar o erro humano”.

Risco de manipulação humana

Apesar do teor hostil, o NCRI considera improvável uma rebelião autônoma das máquinas. Para o instituto, o principal perigo reside na dificuldade de distinguir o comportamento genuinamente autônomo de interferências conduzidas por pessoas reais, que poderiam induzir os agentes a produzir determinados discursos mantendo-se anônimas.

Com informações de Olhar Digital

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