O preço do petróleo tipo Brent, referência internacional, voltou a romper a barreira dos US$ 100 no mercado futuro neste domingo (8/3). A cotação atingiu US$ 108,22, resultado de uma valorização diária de 16,8%.
A escalada começou em 28 de fevereiro, quando teve início o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em uma semana de hostilidades no Oriente Médio, a commodity acumulou alta próxima de 30% nos mercados globais.
Na sexta-feira (6/3), o barril encerrou o pregão a US$ 92,69, 8% acima do dia anterior e 27,88% superior ao valor registrado no início da semana.
Impacto nos combustíveis
Nos Estados Unidos, o avanço dos preços internacionais se refletiu imediatamente nos postos. Dados da Associação de Automóveis (AAA) indicam acréscimo de US$ 0,09 por galão (3,8 litros), elevando o valor médio para US$ 3,41 — maior patamar desde agosto de 2024.
Pressionado pela inflação, o presidente norte-americano, Donald Trump, comentou o cenário em sua rede Truth Social. Segundo ele, os preços recuariam “rapidamente” caso a “ameaça nuclear iraniana” fosse eliminada, afirmando que esse custo seria “muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo”.
Tensão no Estreito de Ormuz
Analistas atribuem a volatilidade à redução no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, rota por onde circulam de 20% a 25% do petróleo mundial.
Imagem: Internet
Situação no Brasil
No mercado interno, a Petrobras decidiu manter o preço do diesel — um dos principais derivados do petróleo — estável por enquanto. “Estamos monitorando diariamente. Vamos avaliar o momento de agir ou se o quadro se reverter”, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard, em entrevista coletiva na sexta-feira.
Ainda assim, algumas regiões do país já registram repasses feitos por distribuidoras aos postos, caso do Distrito Federal na última semana.
Com informações de Metrópoles
