O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) aprovou o padrão 802.11bb, que regulamenta o Li-Fi, tecnologia de comunicação sem fio baseada em luz. O sistema utiliza lâmpadas LED que piscam em frequências invisíveis ao olho humano para transmitir dados e, segundo especialistas, pode alcançar velocidades até 100 vezes superiores às oferecidas pelos atuais Wi-Fi 5 e 6.
Como funciona
No Li-Fi, o acender e apagar ultrarrápido dos LEDs codifica as informações em formato binário. Cada luminária torna-se um ponto de acesso, transformando a infraestrutura de iluminação já instalada em uma rede de alta velocidade, com latência reduzida e sem interferência de micro-ondas, Bluetooth ou demais dispositivos que ocupam o espectro de rádio.
Principais vantagens
Velocidade: o novo padrão permite picos de até 224 Gbps, contra cerca de 9,6 Gbps do Wi-Fi 6.
Segurança física: a luz não atravessa paredes, limitando o sinal ao cômodo e dificultando interceptações externas.
Frequência livre: o espectro luminoso visível é aproximadamente 3 mil vezes mais amplo que o de rádio, reduzindo congestionamentos.
Eficiência energética: aproveita lâmpadas LED já conectadas à rede elétrica.
Baixa latência: indicada para cirurgias remotas, jogos online e outras aplicações em tempo real.
Imagem: inteligência artificial
Alta densidade de dispositivos: suporta mais conexões por metro quadrado, pois cada luminária atua de forma independente.
Possíveis aplicações
A tecnologia é vista como alternativa para residências, hospitais, aeronaves e fábricas, ambientes onde ondas de rádio podem causar interferência ou sofrer restrições. Em projetos de cidades inteligentes, postes de iluminação pública poderiam funcionar como hotspots, oferecendo banda larga a pedestres e veículos.
Próximos passos
Fabricantes de hardware já trabalham na inclusão de receptores Li-Fi em smartphones e notebooks. O avanço comercial depende da produção em escala de chips miniaturizados, mas kits de atualização para empresas começam a chegar ao mercado, indicando que a internet de luz está saindo dos laboratórios para o uso cotidiano.
Com informações de Olhar Digital
