O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou neste sábado, 6 de junho de 2026, uma série de imagens usando a camisa da seleção brasileira. Os registros foram feitos pelo fotógrafo oficial do Palácio do Planalto, Ricardo Stuckert, na Granja do Torto, em Brasília.
Na legenda das redes sociais, o petista escreveu “O Brasil é dos brasileiros”, frase que vem utilizando para criticar medidas recentes do presidente norte-americano Donald Trump. Nas últimas semanas, a Casa Branca classificou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e restabeleceu tarifas sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
A publicação recebeu comentários de nomes do Partido dos Trabalhadores, como o ex-ministro José Dirceu e o vereador belo-horizontino Pedro Rousseff, sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre os aliados fora do PT, o deputado federal André Janones (Avante) também se manifestou; ele integra a comitiva que esteve em Washington nesta semana para solicitar investigações sobre supostas ligações financeiras da família Bolsonaro nos Estados Unidos.
Lula tem intensificado o uso das cores verde e amarela na pré-campanha à reeleição, buscando reduzir a rejeição ao partido, historicamente associado ao vermelho. No último fim de semana, o presidente afirmou que a esquerda deve “andar de verde e amarelo” durante a Copa do Mundo para evitar que a bandeira nacional seja apropriada por adversários políticos. “A gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo pra não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, declarou.
O Mundial, marcado para México, Estados Unidos e Canadá, começa na quinta-feira, 11 de junho. A seleção brasileira estreia dois dias depois, sábado (13), contra o Marrocos, pelo Grupo C.
Imagem: Ricardo Stuckert
Neste período pré-eleitoral, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) travam disputa por protagonismo nas relações com Washington. O petista tentou uma aproximação durante viagem à capital norte-americana, mas perdeu espaço após Flávio solicitar a Trump que PCC e CV fossem enquadrados como terroristas. Enquanto Lula critica a medida, parlamentares de direita defendem a nova classificação como ferramenta de combate ao crime organizado.
Com informações de Gazeta do Povo
