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Parlamentares de campos opostos se unem para limitar propaganda de apostas esportivas

Deputados e senadores de partidos governistas e da oposição protocolaram, simultaneamente, projetos de lei na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que impõem barreiras rígidas à divulgação de apostas esportivas on-line. As propostas foram apresentadas na terça-feira, 19 de maio, e têm redação semelhante.

Autores no Senado

Assinam o texto as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Teresa Leitão (PT-PE) e os senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Izalci Lucas (PL-DF) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).

Autores na Câmara

Na Casa vizinha, subscrevem a matéria o deputado Pedro Campos (PSB-PE) e as deputadas Benedita da Silva (PT-RJ), Tabata Amaral (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP) e Erika Hilton (Psol-SP), além de outros parlamentares.

Principais vedações

Os projetos proíbem qualquer forma de publicidade de plataformas de apostas em rádios, TVs, redes sociais, serviços de streaming, podcasts, outdoors, aplicativos de mensagens e demais meios digitais. Também ficam vedadas ações promocionais com influenciadores, afiliados, tipsters, celebridades e atletas.

Os textos barram patrocínios de casas de apostas a clubes esportivos, federações, competições, programas esportivos, eventos culturais e campanhas político-partidárias. Contratos com personalidades que detenham grande alcance de público também são restringidos.

Linguagem e público vulnerável

Os parlamentares proíbem expressões que relacionem apostas a ganhos garantidos ou solução financeira, como “aposta sem risco”, “renda extra”, “lucro certo”, “grupo VIP”, “método garantido” e “ganhe dinheiro assistindo jogo”. Campanhas que explorem fragilidades emocionais ou econômicas também ficam proibidas.

Avisos obrigatórios

As plataformas deverão exibir alertas sobre os perigos do jogo, indicando possibilidade de vício, endividamento, sofrimento psíquico, conflitos familiares, agravamento de ansiedade e depressão, além de aumento no risco de suicídio.

Os dois projetos tramitarão separadamente em cada Casa legislativa, mas têm o mesmo objetivo de reforçar a proteção de consumidores diante do avanço do mercado de apostas esportivas on-line.

Com informações de Metrópoles

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