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OAB-SP acompanha prisão de Deolane Bezerra e reivindica sala de Estado-Maior

A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) informou na noite desta sexta-feira (22) que está monitorando a prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra para assegurar seu recolhimento a uma sala de Estado-Maior.

De acordo com a entidade, o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994, art. 7º, inciso V) garante a todo profissional detido preventivamente a custódia em local separado de presos comuns até o trânsito em julgado da sentença. A OAB-SP ressaltou que se trata de prerrogativa legal, não de privilégio pessoal.

Prisão na Operação Vérnix

Deolane foi detida durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação ocorreu em sua residência, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de, pelo menos, R$ 327 milhões em bens ligados à suspeita.

Repercussão na classe

Nas redes sociais, a irmã da detida, a também advogada Daniele Bezerra, criticou a justificativa judicial que classificou a prisão como “pedagógica” e questionou publicamente a atuação da Ordem: “Cadê vocês, OAB?”

Ao chegar à sede da Polícia Civil na quinta-feira (21), Deolane afirmou ter sido “presa por trabalhar” e declarou atuar como advogada do líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”. A declaração foi repetida, em lágrimas, durante a audiência de custódia.

Antecedentes

Esta é a terceira vez que a influenciadora é detida sob suspeita de envolvimento com o crime organizado. Em 2024, ela já havia sido presa em inquérito que apurava lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e ocultação de bens provenientes de jogos de azar; foi solta pouco depois, mas voltou à prisão por descumprir medidas cautelares.

No comunicado divulgado nesta sexta, a Comissão de Prerrogativas da OAB-SP reiterou que seguirá acompanhando o caso “exclusivamente para garantir as prerrogativas profissionais previstas em lei”.

Com informações de Gazeta do Povo

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