A decisão de poupar Neymar Jr. do amistoso da Seleção Brasileira contra o Egito acendeu o debate sobre a condição física do camisa 10 às vésperas da Copa do Mundo. Em tratamento para uma lesão muscular de grau 2, o atacante permanece sob acompanhamento intenso do departamento médico, enquanto especialistas apontam os cuidados necessários para seu retorno em alto nível.
A ortopedista Juliana Munhoz Vergara, ouvida pela coluna Fábia Oliveira, considera acertada a escolha de mantê-lo fora da partida preparatória. “Evitar desgaste físico neste momento é compatível com as práticas mais atuais da medicina esportiva”, afirmou.
Tempo de recuperação
Segundo a médica, contusões classificadas como grau 2 costumam demandar de duas a três semanas de recuperação em atletas de elite, sobretudo quando acompanhadas por equipe multidisciplinar. “Para profissionais, o tratamento é mais intensivo e a liberação para competir pode ocorrer nesse intervalo”, explicou.
Projeção para a Copa
Relatórios do departamento médico da Seleção indicam evolução favorável do quadro, o que aumenta o otimismo quanto à presença de Neymar no torneio. “Hoje, as chances de ele disputar a Copa são boas”, avaliou Juliana.
Desempenho ainda é incógnita
Apesar do avanço clínico, a ortopedista ressalta que a discussão vai além da convocação: “A questão é em que condições físicas ele chegará. Estar liberado para jogar não significa estar no auge”. Segundo ela, é possível que o atleta apresente, mesmo recuperado, limitações temporárias de força, velocidade ou resistência.
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A especialista lembra ainda do risco de nova lesão ou reincidência. “Estar próximo da forma ideal é diferente de simplesmente receber alta”, pontuou. Nas próximas semanas, testes específicos de força muscular, explosão, velocidade e capacidade de recuperação devem determinar se o camisa 10 suportará a carga de partidas em sequência típica de uma Copa do Mundo.
Com informações de Metrópoles
