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PF acessa celular de Cláudio Castro e aprofunda apuração sobre Banco Master e Refit

A Polícia Federal conseguiu romper a senha do principal celular do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, aparelho apreendido durante operações que investigam suspeitas de corrupção e sonegação fiscal. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (15/06/2026).

Dispositivo era o mais utilizado por Castro

Segundo investigadores, o telefone desbloqueado era o que Castro usava diariamente. Como o ex-governador se recusou a fornecer o código de acesso, peritos recorreram a técnicas especializadas para liberar o conteúdo. Outros dois celulares já haviam sido recolhidos, mas um estava desativado havia anos e o outro possuía apenas dez dias de uso.

Foco em Banco Master e Rioprevidência

No âmbito da Operação Compliance Zero, a PF apura se Castro articulou a aplicação de R$ 3,6 bilhões da Rioprevidência em títulos de risco do Banco Master. O inquérito aponta trocas rápidas na direção do fundo de pensão e credenciamento acelerado da instituição financeira, apesar de alertas de órgãos de controle sobre a segurança do investimento.

Suposto favorecimento à Refit

Já na Operação Sem Refino, os agentes sustentam que o governo estadual teria atuado como “extensão empresarial” da refinaria Refit. Conforme a investigação, a Secretaria de Fazenda, sob orientação de Castro, teria adotado medidas para beneficiar o empresário Ricardo Magro, cujo grupo acumula dívida tributária estimada em R$ 52 bilhões.

Intermediários citados

Além de Magro e de Daniel Vorcaro (Banco Master), o inquérito menciona o operador Ricardo Siqueira Rodrigues, delator da Operação Lava Jato. Ele teria recebido comissão de 0,6% – cerca de R$ 22 milhões – sobre os recursos aplicados pela Rioprevidência.

Posicionamento da defesa

Cláudio Castro nega irregularidades e alega não ter participado de decisões técnicas do fundo de pensão. Com o avanço das investigações, o ex-governador retirou sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2026. A PF agora cruza os dados obtidos no celular para verificar possível ligação de Castro com organizações criminosas no estado.

As perícias seguem sem prazo divulgado para conclusão.

Com informações de Gazeta do Povo

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