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PF apura pagamento de luxos a Ciro Nogueira por banqueiro do Banco Master

A Polícia Federal (PF) investiga se o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu vantagens indevidas pagas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O inquérito, que teve o sigilo suspenso pelo Supremo Tribunal Federal em 16 de junho de 2026, aponta a oferta de viagens, hospedagens, jantares e outros benefícios em troca de apoio legislativo ao grupo financeiro.

Esquema de favores

De acordo com os investigadores, Vorcaro arcou com despesas de hotéis de alto padrão em Nova York, voos em aeronaves particulares e refeições em restaurantes de luxo para o parlamentar. Em uma viagem a St. Barths, o senador teria utilizado o cartão de crédito do banqueiro para compras pessoais.

“Emenda Master” redigida pelo banco

No centro da apuração está a chamada “Emenda Master”, protocolada por Nogueira no Senado em agosto de 2024. A proposta aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A PF afirma que o texto foi elaborado pela assessoria do próprio Banco Master e entregue em envelope na residência do senador. O documento protocolado seria idêntico ao produzido pela instituição.

Imóvel e repasses mensais

Além das despesas de viagem, Vorcaro teria colocado um imóvel de alto padrão à disposição de Nogueira sem custo permanente. Mensagens interceptadas indicam repasses mensais que começaram em R$ 300 mil e chegaram a R$ 500 mil, segundo a PF.

Operador financeiro

Os investigadores atribuem a Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, o papel de operador do esquema. Ele teria articulado negócios imobiliários suspeitos envolvendo o irmão do senador e usado contratos de gaveta para mascarar os pagamentos.

Suspeita de lavagem de dinheiro

Há indícios de lavagem de dinheiro por meio de empresas em nome de familiares, movimentações societárias atípicas e uso de grandes quantias em espécie, medidas que, segundo a PF, visavam dificultar o rastreamento dos recursos destinados ao grupo político ligado a Nogueira.

O inquérito segue em andamento, e os investigados ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

Com informações de Gazeta do Povo

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