A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enviou nesta terça-feira, 16 de junho, esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a apreensão de uma pistola Glock 9 mm registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A arma foi localizada na véspera, durante blitz, dentro de um carro oficial conduzido por um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
No documento, a corporação afirmou que os automóveis utilizados pelos agentes responsáveis pela segurança de Bolsonaro permanecem estacionados em via pública, sem acesso à garagem ou à área interna da residência do ex-presidente. Por essa razão, segundo a PM, esses veículos não são submetidos às vistorias realizadas nos que entram ou saem do imóvel.
A PMDF também informou que, como parte das medidas cautelares impostas a Bolsonaro, aparelhos celulares dos integrantes do GSI ficam retidos sob guarda da corporação. Além disso, há fiscalização nos habitáculos e porta-malas dos carros que deixam a casa do ex-chefe do Executivo, com registro de horários, placas, identificação de condutores e passageiros e motivo de cada deslocamento.
Blitz e apreensão da pistola
A operação de trânsito ocorreu na segunda-feira, 15 de junho. Ao parar o veículo oficial da Presidência, policiais encontraram a arma no assoalho, acompanhada de um carregador sobressalente. O motorista declarou que a pistola pertencia a Bolsonaro e fora retirada da residência para consertar uma “pane no percussor”.
Após o episódio, Moraes determinou prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique a necessidade do reparo a poucos dias do término dos 90 dias de prisão domiciliar concedidos em 24 de março. O ministro também solicitou as informações encaminhadas agora pela PMDF.
Imagem: Lula Marques
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado, mas recebeu autorização temporária para permanecer em casa enquanto se recupera de broncopneumonia. O benefício expira no fim deste mês.
Com informações de Gazeta do Povo
