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Flávio Bolsonaro afirma que Moraes utiliza inquérito das fake news para atingir opositores

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que concorre à Presidência da República, acusou neste sábado, 5 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de recorrer ao Inquérito das Fake News para perseguir adversários políticos.

A declaração foi dada na saída da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR), logo após o parlamentar visitar o ex-assessor presidencial Filipe Martins, preso no local. Flávio argumentou que Moraes teria definido previamente alvos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e utilizado o inquérito, instaurado em 2019, “como ferramenta contra um grupo político específico”.

Aberta há cinco anos, a investigação do STF apura ameaças, ataques e a disseminação de notícias falsas direcionadas a ministros da Corte e a seus familiares. Segundo o senador, o procedimento foi “desvirtuado” para “punir quem pensa diferente”.

Crítica a pedido contra Mendonça

O parlamentar também condenou o requerimento de Moraes para incluir o ministro André Mendonça no mesmo inquérito. Para Flávio, o colega de toga virou alvo com base em “documento apócrifo sem valor jurídico” produzido pela Polícia Federal.

A solicitação de Moraes desencadeou atrito interno no Supremo. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, retirou o pedido do âmbito do Inquérito das Fake News e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o próprio Mendonça se manifestem em até cinco dias. A Presidência do STF passou a conduzir o caso.

O embate começou em investigações envolvendo o Banco Master. Mendonça ordenou a elaboração de relatório da PF que compilou mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado após novo documento da PF apontar suposta atuação desigual dele em processos relacionados a políticos.

“Até ministro do Supremo ele coloca na investigação de fake news”, declarou Flávio Bolsonaro, reforçando a acusação de uso político do inquérito.

Com informações de Metropoles

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