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ASML prevê chegada dos primeiros chips com litografia High-NA EUV nos próximos meses

A ASML informou nesta terça-feira, 19 de maio, que os primeiros semicondutores fabricados com seus equipamentos de litografia High-NA EUV devem ser lançados em breve. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo da companhia, Christophe Fouquet, durante conferência organizada pela instituição de pesquisa imec, em Antuérpia, Bélgica.

Cada sistema de nova geração custa aproximadamente US$ 400 milhões, valor que tem gerado debates dentro da indústria sobre o ritmo de adoção da tecnologia. Enquanto Intel e SK Hynix já conduzem testes acelerados com a plataforma, a TSMC sinalizou que continuará, por ora, utilizando a linha atual de máquinas EUV da fornecedora holandesa.

Chips menores e mais precisos

Os equipamentos High-NA EUV representam a evolução dos sistemas de litografia ultravioleta extrema e permitem gravar circuitos ainda menores e mais precisos, característica fundamental para processadores e memórias voltados a aplicações avançadas. De acordo com Fouquet, os primeiros componentes produzidos com a tecnologia devem surgir nos segmentos de memória RAM e de lógica, que engloba CPUs e GPUs.

O executivo reconheceu que o custo elevado e o processo de qualificação permanecem como entraves, mas destacou que a plataforma foi concebida para baratear a fabricação ao longo do tempo. “Essas tecnologias são caras. Exigem qualificação. Mas foram desenhadas para reduzir os custos de produção no futuro”, afirmou.

Pressão da demanda por inteligência artificial

A corrida pela adoção da litografia High-NA ocorre em meio ao avanço da inteligência artificial, que, segundo Fouquet, deve impulsionar um crescimento anual próximo de 20% nas vendas de semicondutores nos próximos anos. A ASML ocupa posição estratégica no setor, fornecendo equipamentos cruciais para as maiores fabricantes de chips do mundo.

Entre as empresas que já confirmaram interesse na nova geração de máquinas estão Intel, que busca fortalecer sua competitividade frente à TSMC e à Samsung, e a sul-coreana SK Hynix, especializada em memórias. A TSMC, entretanto, adota postura mais cautelosa, afirmando que ainda pode extrair ganhos de desempenho com a atual geração de equipamentos sem necessidade imediata de reduzir ainda mais os circuitos.

Fouquet também abordou receios sobre possíveis gargalos na cadeia produtiva. Na avaliação do executivo, o maior desafio não está na capacidade da ASML de entregar as máquinas, mas na expansão das próprias fábricas de semicondutores para atender à crescente demanda global.

Com informações de Olhar Digital

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