Um estudo publicado em 30 de abril na revista PLOS Biology revelou que cacatuas-de-crista-amarela que vivem em áreas urbanas de Sydney, na Austrália, decidem experimentar alimentos desconhecidos depois de observar o comportamento de outras integrantes do bando.
Como a pesquisa foi conduzida
Mais de 700 aves distribuídas em cinco dormitórios comunitários foram monitoradas por pesquisadores. Para testar a disposição das cacatuas em adotar novidades alimentares, os cientistas ofereceram amêndoas com casca tingidas artificialmente de azul ou vermelho.
Antes do experimento, quatro cacatuas foram treinadas a comer as amêndoas coloridas. Os pesquisadores, então, acompanharam a propagação do novo hábito entre os demais indivíduos.
Disseminação em poucos dias
Dez dias após a primeira exposição, 349 cacatuas já consumiam o alimento. Os autores atribuem a rápida adesão ao aprendizado social: as aves passaram a provar as amêndoas depois de ver outros membros do grupo fazendo o mesmo.
Em uma das comunidades onde não havia aves treinadas, o primeiro contato com as amêndoas levou quatro dias para ocorrer. A mudança começou quando uma fêmea, que observara o consumo em outra área, resolveu experimentar o petisco; em menos de dez minutos, outras 15 cacatuas repetiram a ação.
Imagem: Internet
Diferenças entre jovens e adultos
O estudo apontou que os indivíduos mais jovens tendem a seguir a preferência predominante do grupo — se a maioria escolhia uma cor de amêndoa, os juvenis copiavam essa escolha. Já os adultos se baseavam mais no comportamento de aves com as quais mantinham contato frequente.
Técnicas de abertura também se espalham
Além da escolha do alimento, as estratégias para quebrar a casca das amêndoas foram observadas se difundindo entre as comunidades. Métodos semelhantes apareciam sobretudo em grupos vizinhos ou entre aves que circulavam pelos mesmos locais.
Com informações de Metrópoles
