O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), participa nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, de um encontro em Washington, Estados Unidos, dedicado à exploração e ao comércio de minerais críticos e terras raras. A presença do chefe do Executivo goiano ocorre a convite do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
De acordo com nota divulgada pelo governo estadual, representantes de 20 países discutirão a formação de uma aliança internacional voltada à segurança das cadeias globais desses insumos estratégicos. A proposta inclui a definição de preços mínimos e medidas para diversificar fornecedores no mercado mundial.
Caiado é pré-candidato à Presidência pelo PSD, sigla que também abriga os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Junior (Paraná) como possíveis nomes na disputa de 2026.
Potencial de Goiás
O Executivo goiano ressalta que o estado detém cerca de 25% das reservas brasileiras de minerais críticos, ocupando a terceira posição mundial nesse segmento, atrás apenas de China e Vietnã. A única mina de terras raras em operação no país fica em Minaçu, no norte de Goiás, administrada pela empresa Serra Verde Pesquisa e Mineração, produtora de neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.
A participação no encontro, segundo o Palácio das Esmeraldas, integra a estratégia de ampliar relações internacionais, atrair investimentos e reforçar setores considerados vitais para o desenvolvimento econômico estadual, com foco em empregos qualificados, inovação e sustentabilidade.
Imagem: Lula Marques
Pacto internacional liderado pelos EUA
O governo dos Estados Unidos deve aproveitar a reunião para detalhar uma proposta de aliança global no comércio de minerais críticos. Na segunda-feira, 2 de fevereiro, o ex-presidente Donald Trump anunciou o Project Vault, que prevê a criação de uma reserva de US$ 12 bilhões desses insumos.
O secretário do Interior norte-americano, Doug Burgum, informou na terça-feira, 3 de fevereiro, que cerca de 30 países demonstraram interesse na iniciativa, já contando com as adesões de Japão, Austrália e Coreia do Sul. O objetivo central é reduzir a dependência da China no setor. A proposta será analisada pelo Itamaraty; em 2025, durante discussões sobre tarifas, Washington já havia sinalizado interesse nas reservas brasileiras.
Com informações de Gazeta do Povo
