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Casal é acusado de torturar três filhos por seis anos; pai está preso e madrasta foragida

Marcelo Melo Dias, 40 anos, foi preso em 4 de fevereiro para cumprir pena de sete anos e cinco meses de reclusão após ser condenado por torturar os três filhos entre outubro de 2015 e julho de 2021. Segundo a investigação, ele contava com a participação da companheira, Aline Fonseca de Castilho, também de 40 anos, que permanece foragida.

Violência sistemática

De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o casal submetia as crianças a agressões físicas e psicológicas, privação de alimento, choques elétricos e ameaças de morte. Uma das vítimas, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) grau 3 e não verbal, era incapaz de se defender.

Relatos anexados ao processo indicam que, durante o período de desfralde, a criança autista tinha o rosto esfregado nas próprias fezes, era trancada em um quarto e permanecia suja. Desesperada por limpeza, chegou a ingerir os dejetos. Quando os irmãos tentavam ajudá-la, também eram espancados, estrangulados e ameaçados.

Evidências reunidas

Áudios e vídeos obtidos pelo MPSP – mantidos em sigilo para preservar as vítimas – mostram que Marcelo planejava os castigos para não deixar marcas visíveis antes das visitas autorizadas da mãe biológica. Em várias ocasiões, ele chegou a esconder os filhos em locais desconhecidos, inclusive na residência dos pais de Aline.

Origem do sofrimento

A sequência de abusos teria começado após a mãe biológica sofrer um grave acidente automobilístico. Durante a internação da mulher, Marcelo assumiu a guarda das crianças e, após a alta hospitalar, recusou-se a devolvê-las. Nas redes sociais, Aline passou a se apresentar como mãe exemplar de um filho autista, publicando fotos de uma suposta família feliz.

Testemunhas afirmam que as crianças eram forçadas a chamá-la de mãe e punidas sempre que demonstravam tristeza ou defendiam a mãe biológica.

Procura pela madrasta

Embora Marcelo esteja preso, Aline segue em liberdade. Investigações apontam que ela pode estar escondida em Paraguaçu (MG), Campinas ou Votorantim (SP), cidades onde possui familiares.

Com informações de Metrópoles

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