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CEO da AWS diz que IA não causará demissões em massa e destaca ganhos de produtividade

O presidente-executivo da Amazon Web Services (AWS), Matt Garman, afirmou que a inteligência artificial (IA) deve alterar funções e exigir novas competências, mas não provocará um colapso generalizado no mercado de trabalho. A declaração foi feita em entrevista ao The Wall Street Journal durante conversa com o colunista Tim Higgins.

Questionado sobre o receio de que sistemas de IA substituam engenheiros de software, Garman reconheceu que algumas habilidades — como apenas saber programar em Java — podem perder valor. Ainda assim, ele acredita que haverá procura por desenvolvedores capazes de criar soluções completas e resolver problemas de clientes. “Você precisa de menos pessoas para a mesma tarefa, mas consegue fazer muito mais coisas”, disse.

Produtividade interna multiplicada

O executivo revelou que a Amazon já utiliza IA em quase todas as frentes de negócio e relatou aumentos de produtividade de até dez vezes em equipes de desenvolvimento. Uma das ferramentas citadas foi o Amazon Quick, empregado para automatizar fluxos, organizar dados e apoiar tarefas rotineiras em diferentes departamentos.

Garman contou ainda que usa IA em sua rotina: antes da entrevista, recorreu à tecnologia para mapear temas de interesse do público e se preparar para a conversa. Ele, no entanto, alertou para o mau uso das ferramentas, mencionando e-mails gerados por IA sem revisão humana que chegaram até ele com trechos “confusos ou sem sentido”.

Investimentos em chips próprios

Na área de infraestrutura, o CEO destacou os processadores Graviton e Trainium, desenvolvidos pela própria Amazon. Segundo Garman, o Graviton oferece 40% mais desempenho com 20% menos custo, enquanto o Trainium é voltado ao treinamento e à inferência de modelos de IA. Ele citou o Project Rainier, complexo de data centers em Indiana usado pela Anthropic para treinar seus modelos.

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Imagem: gguy

A Amazon prevê investir cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital (CapEx) neste ano, destinando parte considerável à AWS e à infraestrutura para IA. Clientes, acrescentou o executivo, querem acesso a vários modelos dentro da nuvem da empresa. Por esse motivo, a plataforma Bedrock passou a incluir opções da OpenAI além da parceria já existente com a Anthropic.

Para Garman, o potencial da inteligência artificial é criar “valor massivo”, desde que profissionais se adaptem às novas exigências do mercado.

Com informações de Olhar Digital

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