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Dallagnol diz que suspensão de sua campanha é “facada na Constituição”

Curitiba – O ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) criticou nesta segunda-feira (21) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu todos os atos de sua campanha ao Senado pelo Paraná, apesar de o registro da candidatura permanecer válido.

Em liminar assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e referendada, no plenário virtual, por 5 votos a 2, a Corte proibiu Dallagnol de participar de debates, utilizar horário eleitoral gratuito em rádio e televisão, realizar propaganda e acessar recursos do fundo eleitoral. O julgamento definitivo do recurso contra o registro ainda não tem data marcada.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro por 4 votos a 3. “Existe candidatura, mas não existe campanha. É uma situação atípica”, declarou o candidato ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo.

Críticas à fundamentação

Dallagnol classificou a medida como “aberração jurídica” e “violência contra a Constituição”. Ele sustenta que o artigo 16-A da Lei Geral das Eleições garante a continuidade da campanha enquanto o registro estiver sob discussão judicial, argumento que, segundo ele, ganha peso adicional porque seu pedido foi aprovado no TRE.

Comparação com caso Garotinho

O ex-procurador lembrou que o mesmo ministro Floriano de Azevedo Marques autorizou, em outro processo, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho a seguir em campanha mesmo após indeferimento do registro em instância regional. Para Dallagnol, a diferença entre os dois casos reforça a inconsistência da decisão atual.

Motivações políticas, diz candidato

O candidato atribuiu a ofensiva judicial à sua atuação na Operação Lava Jato, à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a representações que apresentou contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele também questionou a nomeação de Floriano ao TSE, apontando possível alinhamento com Moraes e Lula.

Processo sob sigilo

Dallagnol afirmou que o processo tramita em segredo de justiça, situação que considera inédita em registros de candidatura no TSE. “É a primeira vez que um candidato tem o registro deferido e, ainda assim, é impedido de fazer campanha”, disse.

Cenário em caso de cassação

Questionado sobre as consequências de uma eventual cassação após a eleição, Dallagnol explicou que seria necessária nova votação para a vaga no Senado, em vez da posse do segundo colocado.

Mesmo com as restrições, ele afirmou que continuará articulando a candidatura dentro dos limites legais e se disse confiante em sua fé para enfrentar a situação.

Com informações de Gazeta do Povo

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