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Vice-governador do Maranhão diz que Brasil “merece” Flávio Dino como presidente

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, declarou em entrevista publicada em 21 de setembro de 2026 pela Folha de S.Paulo que apoia uma futura candidatura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino à Presidência da República quando este deixar a Corte.

Camarão, professor de Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) assim como Dino, afirmou que “o Brasil merece” contar com o ex-governador no Palácio do Planalto. Ele classificou o magistrado como “uma joia da República que tem que ser preservada” e avaliou que o ministro ainda cumprirá papel relevante no STF antes de retornar à política eleitoral.

Trajetória ligada

A carreira de Camarão se entrelaça com a de Dino desde 2015, quando passou a assumir cargos no governo maranhense. Após eleger-se senador em 2022, Dino mudou-se para Brasília, comandou o Ministério da Justiça e, posteriormente, tomou posse no STF.

Camarão permaneceu no estado e tornou-se peça central no rompimento entre o governador Carlos Brandão e Dino. A crise se aprofundou quando o ministro relatou no Supremo investigações de um homicídio com prerrogativa de foro que resultaram no afastamento do sobrinho de Brandão do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A defesa do governador alegou “usurpação de competência”.

Críticas e defesa

O vice-governador sustentou que Dino deve continuar atuando nesses processos porque, segundo ele, “o muro ético-moral dele é enorme”. Camarão acrescentou que, se o ministro estivesse “fazendo política com a toga, já teria afastado o próprio Brandão há tempos”.

Consequências políticas

Em meio ao embate, Brandão recorreu ao Ministério Público Estadual para tentar afastar o vice, pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Como reflexo do desentendimento, o governador decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato, não renunciou para que Camarão assumisse e lançou o sobrinho Orleans Brandão como sucessor. A manobra deixou o aliado de Dino em posição desfavorável nas pesquisas eleitorais.

Com informações de Gazeta do Povo

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