O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 3 de março de 2026, que a participação de organismos internacionais é necessária para acompanhar a eleição brasileira marcada para outubro. A declaração foi publicada em sua conta na rede social X.
Segundo o parlamentar, somente o acompanhamento preventivo de inspetores estrangeiros poderia assegurar “uma auditoria de verdade” e, se necessário, um eventual mecanismo de recontagem de votos. “Precisamos garantir que a comunidade internacional fique de olho no Brasil”, escreveu.
Críticas a Lula e expectativa de ajuda dos EUA
No mesmo pronunciamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a líderes considerados ditadores e disse acreditar que uma intervenção dos Estados Unidos pode favorecer a volta da direita ao poder. Para ele, pela proximidade com esses governantes, “Lula está só no mundo” e “sua hora vai chegar”.
Ação no STF por suposta coação
Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo respondem a uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) por possível prática de coação em processo judicial. O inquérito foi aberto após o então presidente norte-americano Donald Trump impor sobretaxas ao comércio com o Brasil.
Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que as tarifas e sanções aplicadas a ministros do STF teriam sido influenciadas pelos dois investigados, que vivem nos Estados Unidos e alegam perseguição política. O caso se baseia no artigo 344 do Código Penal, que trata de coação no curso do processo.
Imagem: Joéds Alves
No mesmo dia em que a Procuradoria apresentou a acusação, Washington ampliou punições contra autoridades brasileiras e acionou a Lei Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, além do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado à família. As medidas foram revogadas alguns meses depois.
Eduardo Bolsonaro não comentou o andamento do processo nem as sanções norte-americanas.
Com informações de Gazeta do Povo
