Um estudo conduzido pelo Johnson Space Center, da NASA, identificou que astronautas que permanecem em missões espaciais por mais de 90 dias apresentam taxa mais alta de fraturas no quadril do que aqueles com períodos menores em órbita.
Mais tempo, maior fragilidade
Os pesquisadores analisaram dados médicos históricos de tripulantes que voaram em diferentes períodos e constataram que lesões no quadril ocorreram em idades inferiores às registradas na população geral. A equipe ressalta que o número de participantes ainda é limitado, reflexo do curto histórico de viagens tripuladas de longa duração.
Avaliação óssea pode ser insuficiente
Atualmente, a agência utiliza sobretudo a densitometria óssea por dupla energia de raios X (DXA) para medir a densidade mineral dos ossos. Segundo o estudo, esse método não revela detalhes sobre a microarquitetura e a resistência global do tecido ósseo, fatores essenciais para entender o impacto da microgravidade.
Mais recentemente, a NASA passou a solicitar tomografias computadorizadas antes e após os voos, mas os autores defendem a ampliação dos protocolos, com exames adicionais e estratégias específicas de prevenção, como novos regimes de exercícios e possíveis intervenções farmacológicas.
Missões longas em andamento
As conclusões surgem no momento em que voos prolongados se tornam mais frequentes. Na quarta-feira (1º), o megafoguete Starship, da SpaceX, enviou quatro astronautas na missão Crew-13 para a Estação Espacial Internacional (ISS), onde permanecerão cerca de 180 dias. Ao chegarem, encontraram outro grupo que completava período semelhante de estadia.

Imagem: SpaceX
Esses turnos estendidos são considerados etapas cruciais para projetos futuros, como o programa Artemis, que planeja estabelecer uma base lunar humana até 2032, e, posteriormente, voos a Marte. Por isso, compreender e mitigar os efeitos da microgravidade sobre o esqueleto é visto pelos cientistas como prioridade para a saúde dos tripulantes.
Com informações de Olhar Digital
