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Fóssil de 121 milhões de anos revela Plumadraco bankoorum, ave com cauda duas vezes maior que o corpo

Um fóssil excepcionalmente preservado, guardado no Museu Shandong Tianyu, na China, levou à descrição de uma nova espécie de ave pré-histórica. O estudo, publicado nesta quarta-feira (27) na revista PLOS One, identifica o animal como Plumadraco bankoorum, integrante do grupo extinto dos enantiornítinos que viveu há cerca de 121 milhões de anos, durante o período Cretáceo.

Com apenas 15 centímetros do bico à base da cauda, a ave exibia duas penas caudais que alcançavam 30 centímetros – proporção inédita em registros fósseis. Os pesquisadores concluíram que as penas eram demasiado longas e flexíveis para o voo, mas ideais para exibições de acasalamento, função semelhante à cauda dos pavões atuais.

Descoberta casual em acervo chinês

O espécime foi localizado pelo doutorando Alex Clark, do Field Museum e da Universidade de Chicago, durante visita ao acervo chinês. Segundo ele, a qualidade da preservação chamou atenção imediata, especialmente a estrutura das penas, cujo eixo central se interrompe em alguns trechos, tornando-as capazes de vibrar.

Análises químicas e reconstrução de cores

A equipe realizou fotografias de alta resolução, medições detalhadas e análises químicas com espectrômetro de massa. Os dados indicam que as penas eram provavelmente pretas ou marrom-escuras, com possível brilho azulado iridescente nas pontas, efeito produzido pela microestrutura das plumas.

Função ornamental e possível dimorfismo sexual

Ausência de características aerodinâmicas e o tamanho exagerado da cauda reforçam o uso ornamental. Por analogia com aves modernas, os pesquisadores sugerem que o exemplar pode ser macho, já que estruturas chamativas costumam surgir nos machos para atrair fêmeas.

Fóssil de 121 milhões de anos revela Plumadraco bankoorum, ave com cauda duas vezes maior que o corpo - Imagem do artigo original

Imagem: Ville Sinkken

O nome Plumadraco bankoorum significa “dragão de penas” e homenageia os biólogos norte-americanos Winston e Paul Banko, pai e filho reconhecidos por trabalhos de conservação de aves no Havaí. A descoberta amplia o conhecimento sobre a evolução de comportamentos de exibição em aves, indicando que estratégias de corte elaboradas existiam muito antes das linhagens atuais.

Com informações de Olhar Digital

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