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GDF diz ter virado déficit de 2026 e projeta superávit de R$ 3 bilhões

O Governo do Distrito Federal (GDF) informou, nesta sexta-feira (7/8), no Palácio do Buriti, que conseguiu reverter o déficit acumulado nos primeiros meses de 2026 e agora projeta superávit de R$ 3 bilhões até o fim do ano.

Ao apresentar o balanço do primeiro semestre, a governadora Celina Leão lembrou que a atual gestão assumiu, em abril, um rombo de quase R$ 5 bilhões, com atrasos em pagamentos. “Fizemos um choque de gestão que exigiu grande esforço administrativo e político para implantar uma nova condução fiscal e orçamentária”, afirmou.

Ajustes e recuperação da Capacidade de Pagamento

O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, destacou que as medidas de ajuste permitiram elevar a classificação de Capacidade de Pagamento (Capag) do DF de C para A. No primeiro semestre, a nota C impediu o governo local de obter aval da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões voltado a socorrer o Banco de Brasília (BRB).

Com os novos indicadores, o GDF pretende retomar o tema em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para 13 de agosto. Celina Leão disse que o acordo homologado pelo ministro Luiz Fux, que previa participação de bancos e contragarantias do DF para viabilizar o crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), não foi cumprido até agora.

“Temos documentação que aponta Capag A provisória. Diferente do governo federal, que faz avaliações políticas, nossa abordagem sobre o BRB é técnica”, declarou a governadora.

Déficit inicial e medidas de contenção

Segundo Valdivino de Oliveira, em abril de 2026 o déficit registrado chegava a R$ 1,9 bilhão, além de outros R$ 4 bilhões em despesas contratadas sem orçamento. Um dos exemplos citados foi o subsídio ao transporte público: gasto anual de R$ 2,2 bilhões para um orçamento de R$ 1,1 bilhão.

Para reequilibrar as contas, o GDF editou decreto que proíbe o empenho de despesas sem disponibilidade de caixa. Também determinou cortes de até 25% em contratos e suspendeu reajustes salariais. “O carro da despesa precisa de um bom freio; seguramos os gastos e aceleramos a receita”, comparou o secretário.

Com informações de Metrópoles

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