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Instituto Defesa Coletiva aciona Justiça e pede suspensão do Discord no Brasil

O Instituto Defesa Coletiva ingressou com uma Ação Civil Pública que solicita a suspensão do Discord em todo o território brasileiro. A entidade alega falhas nos mecanismos de segurança da plataforma, especialmente na proteção de crianças e adolescentes.

Principais pontos da ação

De acordo com a petição, o Discord apresentaria:

  • deficiências na identificação de usuários;
  • monitoramento insuficiente de conteúdos;
  • demora na resposta a denúncias.

Essas fragilidades, segundo o instituto, favorecem crimes como aliciamento de menores, exploração sexual e até incentivo ao suicídio. A ação pede que a plataforma seja condenada ao pagamento de, no mínimo, R$ 300 mil por danos morais coletivos, além de reparações individuais a usuários prejudicados.

Casos recentes intensificam pressão

A iniciativa ganhou força após a morte de uma adolescente de 13 anos em 22 de julho, em Naviraí (MS). A jovem teria sido induzida ao suicídio durante transmissão ao vivo em um servidor privado do Discord, que permaneceu no ar por aproximadamente 45 minutos. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Medidas exigidas para retomada

Para que o serviço volte a operar, o Instituto Defesa Coletiva exige:

  • canal específico para denúncias urgentes;
  • sistemas que identifiquem e removam comunidades criminosas;
  • protocolo de resposta rápida a situações de risco.

Resposta do Discord

A empresa pediu à Justiça cinco dias, contados a partir de segunda-feira (10), para apresentar nova manifestação. Em nota, o Discord afirmou manter “infraestrutura robusta” de segurança, equipes de moderação e cooperação com autoridades brasileiras, além de não tolerar conteúdos que estimulem a violência. A plataforma disse ter investigado e desativado os servidores ligados à morte da adolescente.

Instituto Defesa Coletiva aciona Justiça e pede suspensão do Discord no Brasil - Imagem do artigo original

Imagem: Sergei Elagin

Mobilização de autoridades e sociedade

A primeira-dama Janja da Silva defendeu publicamente o bloqueio imediato do Discord, alegando que a plataforma seria “cúmplice” de crimes no ambiente virtual. A atriz Luana Piovani também cobrou providências, questionando a continuidade do serviço no país.

Fiscalização e negociações em andamento

Paralelamente à ação judicial, a Advocacia-Geral da União informou na terça-feira (11) ter recebido do Discord uma proposta de medidas para reforçar a segurança de usuários menores de idade, sinalizando possível assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A Agência Nacional de Proteção de Dados abriu, na sexta-feira (7), processo de fiscalização para apurar eventuais violações ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.

Com isso, a plataforma enfrenta pressão judicial, regulatória e política simultaneamente, enquanto garante que continuará colaborando com autoridades brasileiras.

Com informações de Olhar Digital

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