Palmas (TO) – A cantora gospel Ana Clézia morreu aos 38 anos, após permanecer vários dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da capital tocantinense. A irmã e parceira de palco, Laudicéia Gomes, contou que, apesar do sofrimento, guarda lembranças de alegria. “Tudo que lembro dela me faz sorrir, porque sei que minha irmã foi muito feliz”, afirmou.
Problemas de saúde e tentativa de transplante
A artista tratava uma doença hepática havia 15 anos e vivia com outras condições crônicas, como artrite reumatoide, lúpus, colite e retocolite ulcerativa. Médicos indicaram transplante de fígado, mas o procedimento não chegou a ser realizado. Segundo Laudicéia, mesmo que a cirurgia ocorresse, as doenças autoimunes voltariam a comprometer o órgão.
O último boletim médico, divulgado na quinta-feira (4), classificava o estado de Ana Clézia como grave. A equipe iniciou hemodiálise, mas suspendeu a sessão por instabilidade clínica. A cantora estava em coma.
Carreira construída com esforço
Formada no início dos anos 2000, a dupla Ana Clézia & Laudicéia lançou três CDs. Para custear o primeiro álbum, as irmãs organizaram bazares, venderam galinhada, coxinhas e montaram uma barraca de guaraná da Amazônia, além de receber doações de apoiadores.
O repertório inclui músicas conhecidas entre fiéis, como “Deus É Com Você”, “Ele Virá”, “Lindo Céu” e “Não Tem Lógica”. Além dos discos físicos, Ana investiu em singles e videoclipes hospedados em plataformas de streaming.
Agenda interrompida pela doença
A última apresentação oficial ocorreu em 22 de novembro de 2025. De acordo com Laudicéia, os compromissos já vinham sendo reduzidos desde 2019 por causa do estado de saúde da irmã. “Ela queria morrer no altar”, recordou.
Imagem: Internet
Atuação no Brasil e no exterior
Com presença frequente em igrejas e eventos religiosos, a dupla se apresentou em Tocantins, Bahia, Ceará, Maranhão e Pará, além de participar de congressos internacionais em Portugal e na Itália.
Mesmo internada, Ana Clézia mantinha contato com o público. Em 15 de abril, publicou nas redes sociais fotos do tratamento, nas quais aparecia debilitada e com hematomas nas pernas. “Estou viva e vamos pra guerra porque o nosso General é Cristo”, escreveu na ocasião.
A morte da cantora gerou comoção entre fiéis e representantes do segmento evangélico, que destacam a dedicação da artista à evangelização e à música gospel.
Com informações de G1 Tocantins
