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Kassab afirma a empresários que Flávio Bolsonaro não tem chance de se eleger

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, declarou na noite de quinta-feira (13) que a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) vencer a disputa presidencial de outubro é “zero”. A afirmação foi feita em um encontro com empresários dos setores de agronegócio, mineração e indústria, além de formadores de opinião, realizado em São Paulo.

Pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), Kassab sustentou que o senador ainda não enfrenta exposição total durante a pré-campanha, mas que isso mudará quando os ataques dos adversários começarem. “Na hora que o jogo começar, que o PT mostrar quem é o Flávio, ou as pessoas que estão no entorno dele, ele vai desabar”, disse.

Neutralidade do Centrão

Na mesma reunião, o dirigente avaliou o posicionamento de MDB, PP, União Brasil e Republicanos. Segundo ele, a decisão dessas legendas de permanecerem neutras significa, na prática, apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Na hora que esses partidos do Centrão não estão apoiando o Caiado, eles estão com Lula”, afirmou.

Tempo de propaganda

Kassab destacou que a ausência de candidaturas próprias desses partidos redistribui o tempo de rádio e televisão, o que pode beneficiar Caiado. Ele estima que a coligação ganhe cerca de 2 minutos e 20 segundos no horário eleitoral: “É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Vocês podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença”.

Mobilização e propostas

O presidente do PSD pediu que apoiadores se mobilizem nas redes sociais e em grupos de mensagens: “Aqueles que entendem que o Caiado é o melhor para o Brasil, vamos nos posicionar”.

Na área econômica, Kassab defendeu crescimento sem aumento da carga tributária, mencionando combate a desvios, redução de privilégios e enxugamento da máquina pública. Ele também apoiou a adoção do voto distrital em substituição ao sistema proporcional, citando os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como exemplos de distorções do modelo atual.

Para o Supremo Tribunal Federal, a chapa propõe idade mínima de 60 anos para novos ministros e uma quarentena antes que ex-integrantes atuem como advogados, assinem pareceres ou concorram a cargos eletivos.

Com informações de Gazeta do Povo

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