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Novas imagens do ALMA mostram regiões estáveis e superaquecidas na superfície de Betelgeuse

O rádio-observatório Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), operado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), divulgou na semana passada (24) um conjunto de imagens capturadas em 2023 que detalham a superfície da supergigante vermelha Betelgeuse com precisão inédita.

Betelgeuse, localizada a aproximadamente 600 anos-luz da Terra, tem massa cerca de 20 vezes superior à do Sol e um diâmetro inflado a quase 800 vezes o tamanho solar. A estrela já havia sido registrada em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble, na primeira fotografia direta de um astro além do Sol. As novas observações do ALMA aprofundam o estudo de sua atmosfera turbulenta.

Regiões de gás em movimento

As imagens confirmam que a superfície de Betelgeuse não é estável. Grandes bolhas de gás se deslocam continuamente, apresentando variações significativas de temperatura. O ALMA identificou duas áreas notavelmente quentes: uma na região nordeste e outra no sudoeste do disco estelar. A área mais quente atinge aproximadamente 530 °C acima do gás ao redor, enquanto a temperatura média da estrela chega a cerca de 2.030 °C.

Estrutura persistente por sete anos

Uma das regiões superaquecidas coincide com o local observado em um levantamento realizado pelo ALMA em 2015. Isso indica que a estrutura pode ter se mantido por pelo menos sete anos, contrariando modelos astronômicos que preveem mudanças mais rápidas nessas formações de gás.

Formato irregular e atmosfera extensa

Os dados também revelam que Betelgeuse não apresenta contorno perfeitamente esférico. O tamanho aparente varia conforme a região, e o material gasoso se estende muito além da superfície visível. A comparação entre os registros de 2015 e 2023 mostra alterações significativas em partes da atmosfera, sugerindo comportamentos distintos em diferentes zonas da estrela.

Com Betelgeuse em fase avançada de evolução, entender essas características é fundamental para explicar como supergigantes vermelhas perdem massa e evoluem até o estágio de supernova. As futuras observações deverão indicar se as regiões quentes continuam no mesmo local ou se sofrerão mudanças ao longo do tempo.

Com informações de Olhar Digital

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