Brasília — 08/09/2026. O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, manifestou apoio público ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento imediato de Rodrigues do cargo.
Em cerimônia de abertura do curso de formação de novos agentes, realizada nesta terça-feira (8) na capital federal, Murad declarou que a PF “não se deixará abalar por ataques, venham de onde vierem”, e reafirmou “total confiança” na liderança de Andrei. O diretor-geral era aguardado no evento, mas não compareceu em razão da medida cautelar expedida pelo STF.
Murad também afirmou que as investigações conduzidas pela corporação seguem “critérios técnicos, imparciais e livres de qualquer viés político”. Segundo ele, a atuação estritamente legal da PF garantirá que “a verdade dos fatos prevaleça”.
Decisão de Mendonça
Na segunda-feira (7), Mendonça afastou preventivamente Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O ministro determinou ainda que a Corregedoria da PF inicie procedimentos administrativo-disciplinares contra ambos e submeta a ele eventuais pedidos de novas medidas.
Até a suspensão temporária do julgamento, após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, a decisão contava com três votos favoráveis na Segunda Turma do STF.
Recurso da AGU
A Advocacia-Geral da União anunciou que recorrerá da determinação, sob o argumento de que a medida invade competência exclusiva do presidente da República para nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal.

Imagem: Internet
A crise no Supremo ganhou força após Mendonça citar “gravidade” e “ilicitude” na produção de relatórios de inteligência divulgados anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes, o que, segundo ele, justificaria providências imediatas.
Com o julgamento suspenso e o recurso da AGU em preparação, o comando da PF aguarda a retomada da análise pelo STF para definir os próximos passos.
Com informações de Gazeta do Povo
