Um empregado do Banco de Brasília (BRB) está entre os investigados da Operação Falsa Promessa II, deflagrada pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II) nesta quarta-feira (24/6). A ação apura um esquema de falsos consórcios que teria lesado pelo menos 45 pessoas no Distrito Federal e no Entorno.
Com apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipo), os agentes cumprem seis mandados de prisão preventiva e bloqueiam bens e valores que somam cerca de R$ 14 milhões. As investigações apontam que o grupo movimentou R$ 22 milhões entre 2023 e 2025.
Como funcionava o golpe
De acordo com o delegado-chefe Ricardo Viana, os suspeitos anunciavam, em redes sociais e plataformas de vendas, cartas de crédito com promessa de contemplação acelerada — em alguns casos, nos três primeiros meses após a contratação. As vítimas eram direcionadas a lojas físicas, o que conferia aparência de legitimidade ao negócio.
Nos estabelecimentos, os interessados eram induzidos a pagar valores de entrada e, posteriormente, parcelas mensais. O crédito, porém, nunca era liberado. O dinheiro não chegava a administradoras oficiais de consórcios; era enviado a oito empresas de fachada sem autorização do Banco Central, e, na sequência, transferido para contas pessoais dos líderes, indício de lavagem de dinheiro.
Balanço da investigação
Iniciada em janeiro, a apuração identificou oito pessoas jurídicas usadas no esquema e indiciou 13 envolvidos por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O prejuízo comprovado supera R$ 278 mil, valor que pode aumentar à medida que novas vítimas são localizadas.
A primeira fase da operação ocorreu em janeiro, quando foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em cidades do DF e do Entorno.
Imagem: Internet
Posicionamento do BRB
Em nota, o BRB afirmou que a investigação não envolve produtos ou operações do banco. Segundo a instituição, o funcionário citado não agia em nome do BRB, e as cartas de crédito oferecidas não pertencem à sua estrutura. O banco ressaltou ainda que não mantém qualquer vínculo com as irregularidades apuradas.
A operação Falsa Promessa II é a segunda, em menos de dois dias, a ter servidores do BRB como alvo. Na terça-feira (23/6), a Operação Parasita ouviu três empregados suspeitos de participar de descontos irregulares em contas de aposentados e pensionistas ligados ao Governo do Distrito Federal.
Com informações de Metrópoles
