Brasília, 12 de fevereiro de 2026 – O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, encaminhou nesta quinta-feira (12) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli seja retirado da relatoria do caso que apura suposto esquema de corrupção ligado ao Banco Master.
No documento, o parlamentar sustenta que há “vínculo comercial” entre o magistrado e pessoas investigadas, o que, segundo ele, comprometeria a imparcialidade do julgamento. Vieira também requer a abertura de um inquérito específico para apurar a relação de Toffoli com terceiros por meio da empresa Maridt Participações, da qual o ministro admitiu ser ex-sócio.
Base para o pedido
A solicitação foi apresentada após a Polícia Federal identificar, no celular do empresário Daniel Vorcaro — proprietário do Banco Master —, menções a Toffoli. O novo relatório da PF motivou Vieira a alegar “indícios suficientes” para que o Supremo seja provocado a intervir no processo.
Entre as decisões do ministro citadas pelo senador estão:
- o recolhimento, pelo STF, de provas obtidas na segunda fase da Operação Compliance Zero da PF;
- a fixação de prazos considerados restritivos para diligências policiais.
PGR já rejeitou pedidos anteriores
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou em janeiro três representações de parlamentares da oposição que também pediam o afastamento de Toffoli, argumentando que os temas já estavam em apuração no Supremo. Seguem pendentes de análise uma representação semelhante do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e um pedido encaminhado pela própria Polícia Federal.
Imagem: Andressa Anholete
Defesa do ministro
Em nota, Dias Toffoli afirmou não manter amizade com Daniel Vorcaro e negou ter recebido qualquer pagamento do empresário.
Se Paulo Gonet acolher a nova representação, o pedido de suspeição de Toffoli deverá ser decidido pelo plenário do STF.
Com informações de Gazeta do Povo
