A SpaceX definiu o preço de sua oferta pública inicial (IPO) em US$ 135 por ação na quinta-feira (11), levantando US$ 75 bilhões e estabelecendo o maior montante já obtido em uma estreia de capital nos Estados Unidos. Os papéis começam a ser negociados na Nasdaq nesta sexta-feira (12).
Com 13,08 bilhões de ações em circulação, a avaliação de mercado da companhia alcança US$ 1,77 trilhão, superando o recorde global anterior de captação, registrado pela Saudi Aramco em 2019, que arrecadou US$ 25,6 bilhões.
Estrutura acionária e controle
A empresa destinou 30% dos papéis a investidores de varejo, porcentual considerado elevado para operações desse porte. Mesmo após a abertura de capital, Elon Musk manterá 82% das ações, graças a uma estrutura de governança desenhada para preservar seu controle.
Resultados e fontes de receita
A SpaceX encerrou 2025 com prejuízo, o que gera questionamentos entre analistas sobre a adequação da avaliação trilionária. A maior parte da receita vem do Starlink, serviço de internet via satélite presente em 164 países. A divisão espacial respondeu por mais de quatro quintos de toda a massa colocada em órbita nos últimos três anos.
Parcerias e perspectivas de mercado
Na semana passada, a companhia assinou um acordo plurianual de serviços em nuvem com o Google, subsidiária da Alphabet. O Goldman Sachs projeta que as captações via IPO nos Estados Unidos possam quadruplicar em 2026, alcançando US$ 160 bilhões; o pipeline inclui nomes como OpenAI e Anthropic.
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Goldman Sachs, Morgan Stanley, BofA Securities, Citigroup e J.P. Morgan coordenaram a operação da SpaceX.
Com informações de Olhar Digital
