O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ordenou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens e valores do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A decisão, tomada em inquérito que apura possível direcionamento irregular de emendas parlamentares, era sigilosa e se tornou pública neste domingo (12).
De acordo com a Polícia Federal, Cunha teria influenciado a distribuição de recursos públicos por meio da servidora da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, embora esteja sem mandato desde 2016. A corporação afirma ter identificado pelo menos 21 emendas, que totalizam R$ 6,15 milhões, registradas em nome de diferentes parlamentares, mas atribuídas informalmente ao ex-deputado.
Os investigadores apontam que, ao todo, 29 emendas podem ter sido manipuladas, gerando o mesmo montante bloqueado como potencial prejuízo aos cofres públicos. A participação dos deputados cujos nomes aparecem nas conversas ainda será verificada.
Ao autorizar a medida cautelar, Dino considerou “indícios veementes” de responsabilidade dos suspeitos e destacou a necessidade de garantir eventual ressarcimento ao erário. O ministro também mencionou troca de mensagens e planilhas que sugerem atuação de Cunha no redirecionamento das verbas, possivelmente ligada à anunciada tentativa de candidatura a deputado federal por Minas Gerais.
A ordem inclui outras providências patrimoniais destinadas a assegurar recursos caso as suspeitas se confirmem no decorrer das apurações.
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A reportagem tentou contato com Eduardo Cunha, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação do ex-deputado.
Com informações de Gazeta do Povo
