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Temer apresenta plano “Estrada para o Futuro” e pede campanha eleitoral sem ataques

Brasília – O ex-presidente Michel Temer (MDB) lançou nesta quarta-feira (19) o documento “Estrada para o Futuro”, um conjunto de propostas destinado aos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro de 2026. Ao apresentar o texto, Temer pediu que a disputa seja pautada por ideias, evitando agressões verbais ou físicas entre adversários.

“Não é possível levar a campanha à base de agressões”, afirmou o ex-presidente, que não concorrerá a nenhum cargo este ano. O plano reúne sugestões para segurança pública, economia, educação, energia, agronegócio, mercado de trabalho e políticas sociais.

Equipe de elaboração

O programa foi elaborado em parceria com ex-ministros e especialistas, entre eles Blairo Maggi, Nelson Jobim, a professora Flávia Piovesan, o sociólogo José Pastore e o ex-secretário de Educação de São Paulo Gabriel Chalita. Segundo Temer, o objetivo é oferecer aos eleitores uma disputa “projeto contra projeto”.

Principais propostas

Pacto Republicano: convocar, nos primeiros dias do próximo governo, uma reunião entre os Três Poderes, sociedade civil e oposição para reduzir conflitos políticos e aumentar a confiança dos investidores.

Segurança pública: recriação do Ministério da Segurança Pública, criação de uma Agência Nacional de Combate ao Crime Organizado, integração de sistemas de inteligência, implantação de uma Guarda Nacional permanente, reforço das fronteiras, expansão dos presídios federais e uso de inteligência artificial no enfrentamento ao crime.

Economia: manutenção da responsabilidade fiscal, redução da dívida pública e controle de gastos para garantir estabilidade e previsibilidade a investidores nacionais e estrangeiros.

Energia: diminuição gradual dos encargos da conta de luz, ampliação da infraestrutura de gás natural, fortalecimento da governança da Petrobras, maior segurança regulatória e estudo para fusão entre Aneel e ANP.

Educação: expansão do ensino em tempo integral, valorização dos docentes e participação mais ativa das famílias. “O aluno fica mais tempo aprendendo e se alimenta na escola”, destaca o texto.

Políticas sociais: programas de transferência de renda devem ser transitórios, incentivando qualificação profissional, empreendedorismo e autonomia financeira dos beneficiários.

Para Temer, a existência de uma plataforma clara é “indispensável” para que o eleitor vote a favor de propostas, e não apenas contra adversários.

Com informações de Gazeta do Povo

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