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Tentativa de assassinato contra Trump ocorre no mesmo hotel em que Reagan foi baleado em 1981

O Washington Hilton, em Washington, voltou a ser cenário de violência política neste sábado (25). Durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um atirador identificado como Cole Allen abriu fogo e obrigou o Serviço Secreto a retirar o presidente Donald Trump e a primeira-dama, Melania Trump, do local. A investida lembra o atentado de 30 de março de 1981, quando o então presidente Ronald Reagan foi alvejado à saída do mesmo hotel.

Quarenta e cinco anos antes, também em uma segunda-feira, Reagan havia acabado de discursar para milhares de trabalhadores quando John Hinckley Jr. disparou seis vezes. Uma das balas ricocheteou na limusine presidencial e perfurou o pulmão do presidente, ficando a poucos milímetros do coração. Na ocasião, ficaram feridos ainda um policial, um agente do Serviço Secreto e o secretário de imprensa James Brady, que ficou parcialmente paralisado.

Após o ataque de 1981, a segurança do Washington Hilton foi redobrada, com a criação de uma passagem protegida batizada de “President’s Walk”. Mesmo assim, o esquema foi novamente posto à prova neste fim de semana. Segundo o próprio Trump, o atirador agiu como um “lobo solitário”. Detido com vida, Cole Allen foi levado sob custódia para interrogatório.

No salão de festas, convidados em trajes de gala se abrigaram debaixo das mesas enquanto agentes armados escoltavam o casal presidencial. Não houve registro de feridos graves até o fechamento desta edição.

Reagan sobreviveu e governou até 1989

Ronald Reagan se recuperou do ferimento de 1981 e concluiu dois mandatos, deixando a Casa Branca em 1989 com altos índices de aprovação. Ícone do conservadorismo norte-americano, manteve o bom humor mesmo nos momentos críticos: ao ver a primeira-dama Nancy no hospital, comentou que “esqueceu de se abaixar”, e, antes de entrar em cirurgia, disse aos médicos que esperava que fossem republicanos.

Em 1994, já afastado da vida pública, Reagan tornou público o diagnóstico de Mal de Alzheimer por meio de carta. Faleceu em 5 de junho de 2004, aos 93 anos, na Califórnia, em decorrência de complicações de uma pneumonia.

O episódio deste sábado reacende lembranças do atentado que marcou a última década da Guerra Fria e reforça a vigilância em um dos pontos mais tradicionais de eventos políticos na capital norte-americana.

Com informações de Gazeta do Povo

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