O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo-MG) defendeu nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, a venda do Banco de Brasília (BRB) como forma de pôr fim a atos de corrupção na instituição. Em vídeo gravado em frente a uma agência do banco e publicado na rede social X, o ex-governador de Minas Gerais declarou que a “palavra mágica” para impedir “safadezas” é “pri-va-ti-zar”.
“Ela acaba com os cargos para a companheirada e, também, com as safadezas que foram feitas com este banco”, disse Zema, adotando tom de provocação.
A manifestação ocorre em meio ao escândalo envolvendo o BRB e a financeira Master, acusado de negociar carteiras de crédito de terceiros sem lastro. Segundo as investigações, o banco estatal teria repassado R$ 12 bilhões à instituição privada com a concordância do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O executivo foi afastado pela Operação Compliance Zero e posteriormente preso após a descoberta de mensagens nas quais tratava da compra de imóveis com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Zema já havia apresentado, em março, um plano econômico de viés liberal que prevê ajuste fiscal e a privatização de todas as estatais federais para, segundo ele, modernizar empresas públicas e reduzir a dívida do país. Nas redes sociais, mantém tom crítico desde que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou pedido para incluí-lo no inquérito das fake news, após uma notícia-crime levada ao relator Alexandre de Moraes. O político tem se referido aos magistrados como “os intocáveis”.
Imagem: Marcelo Camargo
Com informações de Gazeta do Povo
