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Haddad critica ausência de Tarcísio em debate da Record e fala em “desrespeito” ao eleitor

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) lamentou a ausência do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) no debate promovido pela Record na noite desta segunda-feira, 21 de setembro. A emissora havia convidado apenas os dois postulantes melhor colocados nas pesquisas eleitorais, mas, com a falta de Tarcísio, o petista participou sozinho de uma sabatina de 30 minutos.

“Eu queria ter tido a oportunidade de confrontar meu diagnóstico sobre São Paulo e minhas propostas com as do atual governador. A ausência dele revela não só um desrespeito com o eleitor, mas também que suas propostas não são convincentes”, afirmou Haddad durante a entrevista. O ex-ministro acrescentou que, juntos, os dois concentram quase 90% das intenções de voto, o que, em sua avaliação, tornaria o debate decisivo para o eleitor.

Pesquisa aponta vantagem de Tarcísio

Levantamento citado por Haddad indica que Tarcísio de Freitas venceria a disputa no primeiro turno com 53% dos votos válidos. No cenário que inclui todos os candidatos, o petista aparece com 38% das intenções de voto.

Propostas apresentadas por Haddad

No espaço concedido pela emissora, Haddad mencionou a revisão de contratos da Sabesp, a implantação do sistema de pedágio Free Flow e a reavaliação de concessões de linhas de trem firmadas na gestão de Tarcísio. Ele também prometeu acelerar as obras do Metrô já em andamento na capital paulista.

Compromissos de campanha de Tarcísio

Pela manhã, Tarcísio participou de um encontro com jovens para discutir formação profissional e inclusão no mercado de trabalho. Questionado sobre a ausência nos debates, o governador disse não acreditar que a decisão prejudique a comunicação com o eleitorado. “Temos apresentado propostas todos os dias. Os debates precisam de uma revisão; viraram muito mais do mesmo”, declarou.

Em nota, a campanha do Republicanos informou que os principais temas da eleição têm sido discutidos diariamente e que, na reta final, a prioridade será equilibrar a agenda pelo estado com as responsabilidades de governo.

Com informações de Metrópoles

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