Um conflito entre lideranças comunitárias de Palmas foi parar na Polícia Civil nesta segunda-feira (5) após o Instituto Mãos Amigas ser registrado em cartório sem o aval de parte dos idealizadores.
O grupo começou a planejar o instituto há alguns meses, com foco em ações sociais na capital. A formalização estava prevista para o início de 2024, tendo o líder comunitário Walter Nordestino como presidente.
Durante a fase de organização, alguns integrantes deixaram o projeto, alegando insatisfação com o processo de escolha da diretoria. A surpresa veio nesta segunda-feira, quando Walter soube que a entidade já constava em cartório, agora presidida pela líder do setor Taquari, Sônia Mundim.
Walter afirmou, em vídeo encaminhado à imprensa, que a articulação foi conduzida por Sônia em parceria com outro líder do Taquari, Antoniel, ambos participantes do grupo original e depois dissidentes. Diante disso, ele registrou um boletim de ocorrência.
Procurado, Antoniel disse inicialmente desconhecer as acusações, mas, após ser informado sobre o vídeo, confirmou: “Sim, eu registrei a ata. Só isso.”
Imagem: Reprodução.
O Conselho Municipal das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Palmas (Comam) divulgou nota de solidariedade a Walter Nordestino e criticou o que chamou de “traição política e articulações sorrateiras”. O documento é assinado pela presidenta da entidade, Cida Rozeno.
O caso segue em apuração pela polícia, e os envolvidos podem prestar novos esclarecimentos nos próximos dias. O espaço permanece aberto para manifestações de todos os citados.
Com informações de Sou de Palmas
