São Paulo, 2 de maio de 2026 – Brendan Greene, o desenvolvedor irlandês que popularizou o formato battle royale com PUBG: Battlegrounds, contou na gamescom latam 2026 como um período vivido no Brasil foi decisivo para a criação do gênero que conquistou milhões de jogadores.
Da fotografia no Brasil ao primeiro mod
Em 2013, Greene morava no Brasil após um divórcio recente. Para juntar dinheiro e retornar à Irlanda, trabalhava como fotógrafo de eventos e designer de sites freelancer. Nos momentos livres, dedicava-se a DayZ, um mod de Arma 2. A experiência inspirou o desenvolvimento de seu próprio mod, focado na mecânica do “último sobrevivente”.
Depois de um ano de testes, surgiu em 2014 o DayZ: Battle Royale, batizado em homenagem ao filme japonês Battle Royale (2000). O projeto já trazia elementos visuais e de jogabilidade que mais tarde seriam aperfeiçoados em PUBG.
Evolução para Arma 3 e convite da indústria
Com o lançamento de Arma 3, em 2016, Greene apresentou um novo mod, PlayerUnknown’s Battle Royale, incorporando recursos como o salto de avião e placar online. O êxito chamou a atenção da Daybreak Game Company (então Sony Online Entertainment), que o contratou em 2015 como consultor para o modo battle royale de H1Z1.
Nascimento de PUBG
O desempenho em H1Z1 levou a sul-coreana Krafton a convidar Greene para criar um jogo completo baseado em suas ideias. Mudado para a Coreia do Sul, ele liderou o desenvolvimento de PUBG: PlayerUnknown’s Battlegrounds, lançado em 2017. Embora não tenha sido o primeiro título do gênero, o jogo foi responsável por popularizar as partidas de 100 jogadores em um mapa cuja área jogável diminui gradualmente, obrigando confrontos constantes.
Painel na gamescom latam 2026
Durante a feira em São Paulo, Greene falou sobre a PlayerUnknown Productions, estúdio fundado em 2019. Segundo ele, a equipe possui liberdade criativa para explorar ideias fora do padrão de mercado.
Imagem: Internet
Questionado sobre o passado, afirmou que não mudaria nada em sua trajetória. “Estou confortável com o caminho que as coisas tomaram”, disse.
Visão para o metaverso e o Project Artemis
O designer defendeu um metaverso aberto, baseado em HTTP e administrado por especialistas de diferentes áreas, sem o domínio de grandes corporações. Ele também destacou o Project Artemis, iniciativa open source que pretende criar uma nova camada na internet, capaz de viabilizar espaços digitais em larga escala em questão de meses, e não anos.
Greene encerrou o painel afirmando que continua a buscar “novas formas de conexão” entre jogadores, mantendo a essência de espontaneidade e competição que marcou seus trabalhos anteriores.
Com informações de Olhar Digital
